Gebel com desenhos do design interior do VW ID.3
Becoming ID.

Interior: a sala móvel

Becoming ID.

Interior: a sala móvel

March 24, 2020

O ID.3 está cheio de inovações e mesmo assim mantém um design purista. Aqui pode ver como a equipa de design de Alex Gebel conseguiu encontrar uma nova forma de design para a mobilidade elétrica.

Novas ideias de design necessitam de coragem e liberdade. No episódio 11 de “Becoming ID.”, Alex Gebel, designer de interiores, explica-nos porque o interior do ID.3 vai no sentido "não-automóvel", fazendo lembrar antes uma moderna sala móvel.

Em que altura se apercebeu que a mobilidade elétrica para todos se estava a tornar uma realidade?

No início do projeto foi nos dito que novas ideias precisam de coragem e liberdade, portanto, sejam criativos! Tenham a liberdade de pensar na forma antes da função. O interior do automóvel pode ser qualquer coisa: uma lounge, uma sala ou uma sala de cinema. Esta atitude deu origem ao conceito open space. Muito arejado e espaçoso. Também seguimos novos caminhos em termos de tecnologia. Menos melhorias cautelosas, mas antes novos desenvolvimentos revolucionários. De outra forma, como teria o head-up display, com tecnologia de realidade aumentada, se tornado um elemento chave do interior?  Mas, também aqui foi importante não complicar, mas sim aplicar simplicidade inteligente. 

Qual foi o maior desafio que teve de enfrentar durante todo o processo do projeto?

O principal desafio com o ID.3, foi assegurar que desenvolvêssemos algo, que podia ser produzido e comandado, de forma a que pudesse ser conduzido na estrada. O desafio foi transformar o impacto emocional que este tópico cria, num conceito. Encontrar uma nova linguagem de design para a mobilidade elétrica é claramente diferente da linguagem de design do passado. Isto significa desenhar algo que mostra o automóvel do futuro que, mesmo assim, está próximo das pessoas do presente.
E apesar de todos os preliminares digitais, uma maquete física dos bancos, ajudou-nos a tornar as interações, numa experiência real. Esta permitiu-nos experimentar posições e conteúdos, bem antes do primeiro automóvel de pré-série.  

O interior do moderno ID.3 resulta de um desenvolvimento revolucionário – extremamente discreto.
Axel Gebel
Designer de interiores

Em detalhe, qual é a tecnologia que considera mais fascinante no novo ID.3?

A ideia de estar sentado dento de um produto inteligente e emocional, que quase parece ter um caráter, uma personalidade própria. É assim que vejo o ID. Light, como uma ligação entre o mundo exterior, as pessoas e o automóvel. Pessoalmente, penso que esta tecnologia leva o interior para um novo patamar. O ID. Light atravessa todo o cockpit e apoia visualmente o condutor. Quando entra no automóvel, por exemplo, dá-lhe as boas vindas. A multiplicidade de funções úteis também é extraordinária. A luz já não é apenas um elemento de design que intensifica as emoções e formas de caráter do automóvel. Trata-se também de uma tecnologia de suporte que apoia o condutor e o passageiro.

O que mais o inspirou no desenvolvimento da família ID.?

Penso que conseguimos atingir um bom equilíbrio entre abstração e usabilidade no interior. O look and feel é muito harmonioso. E também conseguimos integrar a sustentabilidade de forma consistente em cada passo do design e do desenvolvimento. Isto foi possível graças à plataforma modular elétrica (MEB).

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O que retira pessoalmente deste projeto?

O novo mindset da Volkswagen. Para mim os objetivos da empresa e os objetivos do produto andaram sempre de mão dada. Nós estamos comprometidos com os Acordos Climáticos de Paris e queremos tornar-nos neutros em termos de emissões de CO2, em 2050. É por isso, que entregamos os ID.3 aos clientes como um produto neutro em termos de emissões de CO2. Este é o primeiro automóvel de sempre que considera o ambiente na sua produção e também nos materiais que utiliza. 

Quais são as funcionalidades distintas do conceito de interior do ID.3?

O ID.3 é extremamente discreto. Por outras palavras é mais "não-automóvel", mais como uma moderna sala. Cada objeto no seu interior foi desenhado como se fosse uma peça independente de mobiliário. Funciona no seu todo, mas também individualmente.

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